Educação 4.0?

No meio acadêmico, conta-se uma piada sobre um indivíduo que veio do passado. Embora ele tenha ficado extasiado com as mudanças maravilhosas ocorridas em todas as áreas da sociedade, ficou, também, um pouco perdido. Afinal, tudo era tão diferente… Até que ele entrou em uma sala de aula e se sentiu “em casa”: a educação era praticada da mesma maneira de sempre, com alunos em cadeiras enfileiradas e o professor à frente deles, despejando seu saber.

Você pode pensar que esta piada não faz mais sentido, com o crescimento do ensino à distância. Entretanto, o que encontramos em vários cursos EAD? Um professor tutor disponibilizando textos e alunos acompanhando de maneira estática, robótica, por obrigação.

Mas, felizmente, este é um quadro que vem mudando. O objetivo de todo professor presencial ou à distância é conseguir que seus alunos assimilem o conhecimento teórico, reflitam sobre ele, entendam como ele vem sendo aplicado na sociedade e que produzam novos conhecimentos e aplicações. Ou, como dizia Paulo Freire (1997), de que venhamos a promover uma educação libertadora, que realmente provoque essa capacidade no aluno, de refletir, de pensar, de criar; e não uma educação bancária, meramente informática e reforçadora da cultura do “decoreba”.

Muitos professores tutores, para atingir estes objetivos, utilizam ao máximo as novas e diversas ferramentas tecnológicas disponíveis tanto nas próprias plataformas de aprendizagem dos cursos quanto externas. Entretanto, as ferramentas devem ser escolhidas considerando-se o perfil dos alunos.

Por exemplo, na minha atividade de tutora presencial de um curso de graduação, via de regra, utilizo:

  • Questionário –> fácil de gerar, por meio da ferramenta gratuita do Google ou própria da plataforma, para conhecer o perfil dos alunos (sua cultura, sua rede de apoio, etc.);

  •  Vídeos –> facilitam o processo de aprendizagem, ficam disponíveis para que os alunos os acessem no momento em que for mais conveniente;

  • Redes sociais –> a criação de um grupo numa rede de mensagem como Whatsapp ou Telegram, possibilita enviar informações interessantes sobre o assunto estudado, como compartilhamento de artigos, webinares, etc., assim como o contato entre os próprios alunos.

Agora, pense nos três últimos cursos EAD que você cursou:

  1. Como foi a atuação do professor tutor?
  2. Houve utilização de ferramentas adicionais aos textos em PDF?
  3. Houve discussão sobre os assuntos estudados, gerando integração e colaboração entre os alunos?
  4. Ao final do curso você sentiu como “dever cumprido” ou o curso despertou aquela vontade de querer saber mais sobre os assuntos estudados?

Que todos os cursos que você ainda venha a fazer lhe tragam crescimento pessoal e profissional!

Outubro Rosa

Foto: @nevesigor

O câncer de mama é a primeira causa de morte por câncer na população feminina em todas as regiões do Brasil, exceto na região Norte, onde o câncer do colo do útero ocupa essa posição.  Fonte: INCA, 2021.

E o que podemos fazer para mudar esta situação? Autoexame das mamas e realização do exame de mamografia.

“Atualmente, a mamografia é o exame mais indicado para a detecção precoce do câncer de mama, já que permite a identificação de tumores muito pequenos e, consequentemente, nos estágios iniciais da doença. A agilidade no diagnóstico é o que determina como será o tratamento, as possibilidades de cura e o tempo de sobrevida da mulher.”, explica Carlos dos Anjos, oncologista clínico do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês.

Passado um ano e meio da pandemia da Cofid-19, novo estudo da Sociedade Brasileira de Mastologista (SBM) aponta que o número de mamografias realizadas em 2020 foi 42% menor que o ano anterior em todo o território nacional.

“Entender o que impede as brasileiras de fazerem a mamografia, uma vez que há uma legislação específica para garantir o acesso ao exame, é essencial para reverter essa realidade. Com o início da retomada das atividades, é imprescindível que as mulheres priorizem a sua saúde e busquem pela mamografia. Esses casos precisam ser diagnosticados o quanto antes, pois a cada dia que passa, o câncer avança. Culturalmente, a brasileira coloca o cuidado com o companheiro, a família e os amigos em primeiro lugar, mas isso precisa mudar. Essa rede de apoio pode e deve priorizar a saúde da mulher e auxiliá-la nessa jornada, seja para o diagnóstico precoce ou apoio durante o tratamento do câncer”, reforça o oncologista.

Mulheres, sigam os conselhos que as(os) comissárias(os) de bordo dão, antes do avião decolar: em caso de emergência, coloque a máscara de oxigênio primeiro em você, mesmo que haja crianças ou pessoas com necessidades especiais por perto. E por que é dado este aviso? Porque primeiro temos que nos ajudar, para, depois, ajudarmos os outros.

Sim, existe uma legislação que garante o nosso direito, mas, na vida real, nem sempre temos mamógrafos disponíveis.

Sim, também é verdade, que muitos “chefes” fazem cara feia e terrorismo, quando avisamos que vamos ao médico, sem que seja uma emergência ou que estejamos passando mal.

Minha experiência de mais de 20 anos na área de RH me garante dizer que nenhum patrão vai lhe demitir, porque você foi fazer a mamografia. Lute por você!

POR QUE TREINAR SEU TIME?


Outro dia um colega me falou que “esse negócio de treinamento é coisa do passado. As empresas não estão mais dispostas a gastar dinheiro nisso, principalmente as pequenas e médias”. 

Nem fiquei chateada, pois este é um pensamento muito comum.

O primeiro erro é considerar treinamento como gasto, quando, na realidade, este é um investimento. Oi????? Relaxa, continua lendo este post que você já vai entender.

O segundo erro é não entender o que é e para que serve o treinamento corporativo. Vamos lá!

Digamos que você tenha um pequeno negócio e precisa substituir ou aumentar a equipe de atendimento aos clientes no balcão ou pelo telefone. Você procura alguém nos sites de emprego ou recebe uma indicação de um amigo ou mesmo de um empregado. Preferencialmente, como há muita oferta de mão de obra para cargos sem muita necessidade de especialização, você escolhe alguém “com experiência no seu segmento de atuação”. E acha que está fazendo um grande negócio, pois não terá que perder tempo com o novo empregado, pois ele já sabe como trabalhar. Será?

É aí que começa o seu problema.

Exemplo 1. Numa cozinha, você reúne 10 pessoas que sabem cozinhar arroz e manda que elas o preparem. Se você ficar lá observando, perceberá que cada uma fará o arroz do seu próprio jeito e, ao final, quando você for provar a comida, verificará que cada arroz terá um sabor. Na nossa vida pessoal não é assim? O seu arroz é igual ao da sua mãe, ao do seu pai, ao das suas avós? Muito sal, pouco sal, com alho, sem alho, com cebola, sem cebola… Alguns arriscam até colocar pedacinhos de cenoura (nem que seja para tirar depois), porque têm crianças e elas precisam de vitamina E.

Arroz branco – Imagem da internet

E qual era a sua expectativa, em relação ao arroz? Você nem comentou com o grupo, uma vez que todos sabiam cozinhar arroz, não é? E se o seu arroz devia ter um determinado ingrediente, o qual estava na bancada próxima ao arroz, e que você julgou óbvio que deveria ser usado? Alguns até podem ter percebido, mas nem todos sabiam como utilizá-lo.

Arroz com alho e cebola – Imagem da internet

Começou a perceber? Não é porque alguém tem experiência anterior ou não que ela vai trabalhar da maneira que a sua empresa precisa. E não é suficiente informar que é necessário utilizar o ingrediente específico, pois existe a resistência à mudança. “Sempre fiz arroz deste jeito e agora vem esse sujeito me dizer como devo fazê-lo…” Aí você pensa: não quer fazer como estou mandando, vou demitir e contratar outro. Afirmo que esta suposta solução não vai dar resultado.

Numa entrevista do filósofo Mario Sergio Cortella no jornal Estadão, em dezembro de 2020  Sonia Racy perguntou: “A experiência prática mostra que, se você coloca 10 crianças numa sala e dá uma bola para cada uma brincar, você volta horas depois e encontra uma criança com três bolas, uma com o olho roxo, duas chorando. Tem como mudar a natureza humana?

Ele começou a resposta confirmando que, “enquanto natureza, somos seres competitivos, egoístas, temos a autopreservação como horizonte”. Porém continuou: “Não somos só isso. Temos necessidade de agregação, pois, do contrário, perecemos. Naquela sala das crianças, basta uma delas depender das outras que ela notará a necessidade de negociar um modo de convivência”.

De novo, parecia óbvia a orientação: cada um com uma bola, era só sair brincando, né? E a interação entre as crianças? E a história pessoal de cada uma sobre o que fosse brincar com bola? Havia necessidade de orientação, de treinamento. Se fosse uma equipe de trabalho, como a empresa gostaria que eles agissem?

Exemplo 2. Aqui no meu condomínio temos áreas arborizadas com bancos. Algumas mães ou avós, acompanhadas de seus filhos e/ou netos, sentam nos bancos e mandam as crianças brincarem, enquanto elas se atentam aos seus celulares. E as crianças lá, sem orientação, cada uma brincando da maneira que acha certa (muitas vezes destruindo o jardim…). Veja que tanto no exemplo 1 quanto neste as pessoas não fizeram nada por mal. Cada uma achou que estava fazendo o certo. Aí, de vez em quando, ouvimos uns gritos: “Fulaninho não faz isso!”. Sabe do que adiantam estes gritos? De nada, além de serem irritantes. Os gritos não mudarão o comportamento.

Como você quer que seus empegados atendam seus clientes? Não pense que é somente uma questão de ser educado. É questão, também, de postura, de conhecimentos específicos sobre seus produtos e sua clientela. É a imagem da sua empresa. É a memória que você quer que seus clientes tenham do atendimento prestado.

Seu cliente compra uma vez, mas não volta. Será que tem relação com o atendimento recebido?

Cada empregado, gerente e líder está sendo forçado a aprender. Mandar embora e contratar outro? Não adianta. Gritos? Não adiantam? Ficar o tempo todo vigiando? Não adianta.

Todos precisam entender e interiorizar o comportamento esperado pela empresa, aquele que vai trazer resultados para a empresa. 

Outro fator importante é que manter atualizadas as habilidades das pessoas é o maior desafio dos nossos tempos. O aumento do trabalho remoto, os avanços tecnológicos e a pressão constante por mais automação tornam o desenvolvimento dos funcionários cada vez mais fundamental. Quais as principais habilidades que suas equipes precisam ter?

Agora já deu para entender por que treinamento é um investimento? Investimento na sua empresa, na sua marca, na fidelização de seus clientes, na construção da cultura organizacional.

Já entendeu, também,  para que serve o treinamento corporativo? Esqueça aquele conceito ultrapassado de pessoas sentadas durante horas, ouvindo um instrutor. Os tempos mudaram, novas técnicas e metodologias surgiram, focadas nas necessidades específicas da sua empresa, na formação do comportamento da sua equipe, no engajamento do seu pessoal e no retorno financeiro para o seu negócio.

Habilidades humanas

Crédito: @nevesigor

Temos passado por uma revolução tecnológica, com a convergência de soluções digitais, físicas e biológicas e essa revolução alterou o mundo do trabalho como o conhecemos.

Indústria 4.0 e as novas competências profissionais.

Para as empresas, o desafio agora não é ter as melhores tecnologias e a maior quantidade de dados, mas fazer o melhor uso das ferramentas e informações que tem e empregados capacitados que saibam e queiram fazer a diferença.

Para os empregados, fica a pergunta: seremos substituídos por máquinas? A resposta é sim, mas para postos de trabalho com funções mecânicas, repetitivas, de baixa interação social, burocráticas que passarão a ser realizadas por máquinas com maior destreza e velocidade.

Competência é o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes e elas se dividem em hard e soft skills.

As empresas buscam profissionais com hard skills, formação, cursos de especialização e línguas (pré requisitos para qualquer tipo de  profissional) e com os novos conhecimentos exigidos sobre tecnologia e TI, marketing digital e machine learning. Mas as soft skills ou competências comportamentais e sociais têm sido muito desejadas pelas empresas e são as que fazem diferença na busca ou manutenção do emprego. E por quê?

“Os robôs estão sendo produzidos e desenhados para serem ensinados  para compreenderem o outro, como se fossem seres humanos, e isso já está sendo aplicado no atendimento e relacionamento com o cliente” , diz Christiane Scabbia – Analista de Marketing da VoxAge, empresa especializada em soluções de atendimento ao cliente.

Porque os profissionais deste século precisam desenvolver competências que os tornem capazes de inventar, testar e avaliar hipóteses, interagir socialmente, dominar e ensinar as máquinas. 

Um relatório do Fórum Econômico Mundial, aponta pelo menos sete conjuntos de soft skills que podem ser diferenciais competitivos: 

  • Autoconsciência: capacidade de entender o que motiva, o que frustra, o que vale, o que não vale, o que tem propósito; 
  • Pensamento crítico e integrado: capacidade de interpretar fatos, números, relatórios, cenários complexos, variáveis e perceber a conexão de assuntos que não estão diretamente relacionados;
  • Empatia: capacidade de entender e se conectar genuinamente com outros seres humanos; 
  • Criatividade: capacidade de pensar novas soluções, combinar conhecimentos, gerar valor; 
  • Inteligência emocional: capacidade de lidar com emoções e situações diversas; 
  • Comunicação: capacidade de se expressar de maneira oral e escrita; 
  • Assimilação: capacidade de aprender, conseguir filtrar conteúdos e transformar o conhecimento em sabedoria prática.

É importante reconhecer e definir suas soft skills. Quais você já domina plenamente e quais você precisa desenvolver. O auto conhecimento pode ser por meio de testes ou mesmo conversando com colegas, amigos e parentes para entender quais são as suas capacidades, pois as desenvolvemos mesmo quando longe de ambientes formais de trabalho.

Por último, atenção na hora de divulgar suas soft skills em seu C.V. Para cada uma, tenha um exemplo que a comprove, na hora de uma entrevista. 

Por exemplo, você está numa entrevista e o recrutador pede para você falar um pouco sobre suas habilidades interpessoais. Você responde que tem grande habilidade de comunicação (capacidade de se comunicar bem com cada um do grupo, visando os interesses do grupo, como um todo) e, aí, ele pede para você dar um ou dois exemplos práticos em que você utilizou esta competência. Percebeu?

O futuro é humano.

Capacitação durante a vida toda?

Curso Técnico de Administração do Programa TECRJ
Foto: @nevesigor

Sim, com certeza! A velocidade exponencial com que as inovações acontecem não nos permite mais estacionar no tempo e no espaço.

Após a invenção do telefone, demorou 75 anos para que seu uso atingisse 50 milhões de pessoas. Ou seja, muitos nasceram e morreram sem sequer ter chegado a usá-lo, Mas isso é passado. O telefone celular levou 3 anos para atingir o mesmo número de pessoas. Você consegue imaginar sua vida sem telefone?

Então, o que é capacitação constante? É estar antenado com as inovações de sua área profissional e do mundo que o cerca. 

Entidades que fornecem ensino profissional.

Muitos confundem capacitação constante com coleção de certificados. Não, não é o que pensamos. Você pode se capacitar via cursos pagos, com e sem certificado, via cursos grátis, cursos presenciais ou à distância, vídeos, livros, revistas, comunidades virtuais, etc. Vale tudo para se manter competitivo no jogo da vida e profissional.

Você gostaria de procurar um médico e descobrir que ele estudou muito, se capacitou, ficou satisfeito e parou de se atualizar, que desconhece os últimos avanços de sua área de atuação? Ou que, neste momento de isolamento social, este médico, por desconhecimento tecnológico, não conseguisse fazer um tele atendimento? Tem acompanhado o drama dos professores presenciais que não faziam ideia de como trabalhar à distância?

E não se iluda, pensando que se você for o dono de um pequeno ou médio negócio o aprendizado constante não se aplica a você. Pelo contrário, além do conhecimento técnico específico, você precisa conhecer as áreas que compõem uma empresa, as diversas ferramentas de gestão disponíveis e, igualmente importante, como e porquê os empregados se comportam de determinadas maneiras no trabalho.

Pode ser que você esteja pensando que não tem tempo para mais esta atividade, mas, como  já mostramos num curto vídeo: tempo é questão de estabelecer PRIORIDADES.

https://www.youtube.com/watch?v=BryjxxbpcXA

Ao nos capacitarmos, desenvolvemos nossas competências ou CHA.

Figura CHA

Conhecimento é o somatório de todas as informações que foram adquiridas ao longo da vida pessoal e profissional, que ocorrem pela realização de cursos, ou pela aplicação na prática de tarefas e atividades que se tornam conhecimentos relevantes para a vida. Com o surgimento da Administração como Ciência, a busca por este conhecimento técnico / conceitual, também conhecido como HARD SKILLS foi predominante nas empresas.

Habilidades são as potencialidades que cada pessoa possui para a execução de tarefas ou atividades na vida pessoal e profissional.  A habilidade é a disposição e probabilidade que as pessoas possuem para certas áreas do conhecimento, que podem se tornar em conhecimento com o passar do tempo.

Em função das transformações por que passa o mundo, atualmente, as SOFT SKILLS ou habilidades comportamentais, sociais e mentais vêm se tornando protagonistas. Aguardem nosso post dedicado a elas.

Indústria 4.0 e as novas competências profissionais.

Se a pandemia do novo coronavírus fez você começar a se preocupar com o “novo normal”, com o mundo do trabalho pós pandemia, você está muito atrasado.

Já há algum tempo estamos vivendo a 4a. Revolução Industrial e ela é que está mudando o mundo do trabalho. A pandemia trouxe, apenas, mais mudanças.

A 1a. Revolução Industrial, tal qual a estudamos na escola, ocorreu  em 1784, com a invenção e incorporação aos meios de produção da máquina a vapor. Foi o surgimento da mecanização.

A 2a. Revolução Industrial veio com a eletrificação das fábricas e o posterior surgimento da linha de montagem, cujo maior exemplo é o de Henry Ford, em 1913.

A 3a. Revolução Industrial começa nos anos 70 do século passado com a automação e o uso de computadores.

1a., 2a. e 3a. Revoluções industriais

Com a velocidade das invenções tecnológicas deixando de ser linear para ser exponencial,  de evolutiva para  disruptiva, fazendo desaparecer outrora gigantes do mercado, temos a 4a. Revolução Industrial ou Indústria 4.0.

Exemplos de disrupção

“Surgido na Alemanha por volta de 2012, o conceito da Indústria 4.0 envolve as inovações tecnológicas nos campos de automação e tecnologia da informação para manufatura. Com o objetivo base de criar processos mais rápidos, flexíveis e eficientes, a quarta revolução industrial promove a união dos recursos físicos e digitais, conectando máquinas, sistemas e ativos a fim de produzir itens de maior qualidade a custos reduzidos” (ALTUS, 2017).

De uma hora para outra surgem:

  • Manufatura aditiva ou impressão 3D;
    • Adição de material para fabricar objetos, formados por várias peças, constituindo uma montagem (BRASIL, 2020).
  • Inteligência artificial;
    • Segmento da computação que busca simular a capacidade humana de raciocinar, tomar decisões, resolver problemas, dotando softwares e robôs de capacidade de automatizarem vários processos (BRASIL, 2020).
  • Internet das coisas;
    • Representa a possibilidade de que objetos físicos estejam conectados à internet, podendo, assim, executar, de forma coordenada, uma determinada ação (BRASIL, 2020).
  • Biologia sintética;
    • É a convergência de novos desenvolvimentos tecnológicos, nas áreas de química, biologia, ciência da computação e engenharia, permitindo o projeto e construção de novas partes biológicas, tais como enzimas, células, circuitos genéticos e redesenho de sistemas biológicos existentes (BRASIL, 2020).
  • Simulação;
    • É utilizada em plantas industriais, para análise de dados em tempo real, aproximando os mundos físico e virtual, e no aperfeiçoamento em configurações de máquinas, para testar o próximo produto virtual, antes de qualquer mudança real, gerando otimização de recursos, melhor performance e mais economia (ALTUS, 2017).
  • Realidade aumentada;
    • Possibilita o envio de instruções de montagem, via celular, para o desenvolvimento de peças de protótipo. Possibilita, também a utilização de óculos de realidade aumentada, para games, softwares e procedimentos de trabalho.
  • Big data;
    • É a análise e gestão de grandes quantidades de dados, para a criação de cenários e rápida tomada de decisão.
  • Sistema integrado de gestão;
    • Também conhecido como ERP (Enterprise Resource Planning ou Planejamento de Recursos Empresariais), permite que as empresas gerenciem a operação, automatizando seus processos produtivos, financeiros, comerciais e gerenciais.
  • Computação em nuvem.
    • É o fornecimento de serviços de computação, incluindo servidores, armazenamento, bancos de dados, rede, software, análise e inteligência, pela Internet (“a nuvem”) para oferecer inovações mais rápidas, recursos flexíveis e economias de escala.

Muitas profissões já estão acabando e outras, que você nem imaginava, surgindo.

30 profissões do futuro

As mudanças relativas à 4a. Revolução Industrial são inevitáveis e não temos como ignorá-las.

E como nos preparamos para todas estas inovações? Quais os novos perfis profissionais exigidos? Quais devem ser nossas competências (Conhecimentos, Habilidades e Atitudes)?

Somos o pilar mais importante desta revolução, mas precisamos de atualização rápida e constante.

Não esqueça: não é o mais forte que sobrevive, mas aquele que se adapta.