Educação 4.0?

No meio acadêmico, conta-se uma piada sobre um indivíduo que veio do passado. Embora ele tenha ficado extasiado com as mudanças maravilhosas ocorridas em todas as áreas da sociedade, ficou, também, um pouco perdido. Afinal, tudo era tão diferente… Até que ele entrou em uma sala de aula e se sentiu “em casa”: a educação era praticada da mesma maneira de sempre, com alunos em cadeiras enfileiradas e o professor à frente deles, despejando seu saber.

Você pode pensar que esta piada não faz mais sentido, com o crescimento do ensino à distância. Entretanto, o que encontramos em vários cursos EAD? Um professor tutor disponibilizando textos e alunos acompanhando de maneira estática, robótica, por obrigação.

Mas, felizmente, este é um quadro que vem mudando. O objetivo de todo professor presencial ou à distância é conseguir que seus alunos assimilem o conhecimento teórico, reflitam sobre ele, entendam como ele vem sendo aplicado na sociedade e que produzam novos conhecimentos e aplicações. Ou, como dizia Paulo Freire (1997), de que venhamos a promover uma educação libertadora, que realmente provoque essa capacidade no aluno, de refletir, de pensar, de criar; e não uma educação bancária, meramente informática e reforçadora da cultura do “decoreba”.

Muitos professores tutores, para atingir estes objetivos, utilizam ao máximo as novas e diversas ferramentas tecnológicas disponíveis tanto nas próprias plataformas de aprendizagem dos cursos quanto externas. Entretanto, as ferramentas devem ser escolhidas considerando-se o perfil dos alunos.

Por exemplo, na minha atividade de tutora presencial de um curso de graduação, via de regra, utilizo:

  • Questionário –> fácil de gerar, por meio da ferramenta gratuita do Google ou própria da plataforma, para conhecer o perfil dos alunos (sua cultura, sua rede de apoio, etc.);

  •  Vídeos –> facilitam o processo de aprendizagem, ficam disponíveis para que os alunos os acessem no momento em que for mais conveniente;

  • Redes sociais –> a criação de um grupo numa rede de mensagem como Whatsapp ou Telegram, possibilita enviar informações interessantes sobre o assunto estudado, como compartilhamento de artigos, webinares, etc., assim como o contato entre os próprios alunos.

Agora, pense nos três últimos cursos EAD que você cursou:

  1. Como foi a atuação do professor tutor?
  2. Houve utilização de ferramentas adicionais aos textos em PDF?
  3. Houve discussão sobre os assuntos estudados, gerando integração e colaboração entre os alunos?
  4. Ao final do curso você sentiu como “dever cumprido” ou o curso despertou aquela vontade de querer saber mais sobre os assuntos estudados?

Que todos os cursos que você ainda venha a fazer lhe tragam crescimento pessoal e profissional!

Outubro Rosa

Foto: @nevesigor

O câncer de mama é a primeira causa de morte por câncer na população feminina em todas as regiões do Brasil, exceto na região Norte, onde o câncer do colo do útero ocupa essa posição.  Fonte: INCA, 2021.

E o que podemos fazer para mudar esta situação? Autoexame das mamas e realização do exame de mamografia.

“Atualmente, a mamografia é o exame mais indicado para a detecção precoce do câncer de mama, já que permite a identificação de tumores muito pequenos e, consequentemente, nos estágios iniciais da doença. A agilidade no diagnóstico é o que determina como será o tratamento, as possibilidades de cura e o tempo de sobrevida da mulher.”, explica Carlos dos Anjos, oncologista clínico do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês.

Passado um ano e meio da pandemia da Cofid-19, novo estudo da Sociedade Brasileira de Mastologista (SBM) aponta que o número de mamografias realizadas em 2020 foi 42% menor que o ano anterior em todo o território nacional.

“Entender o que impede as brasileiras de fazerem a mamografia, uma vez que há uma legislação específica para garantir o acesso ao exame, é essencial para reverter essa realidade. Com o início da retomada das atividades, é imprescindível que as mulheres priorizem a sua saúde e busquem pela mamografia. Esses casos precisam ser diagnosticados o quanto antes, pois a cada dia que passa, o câncer avança. Culturalmente, a brasileira coloca o cuidado com o companheiro, a família e os amigos em primeiro lugar, mas isso precisa mudar. Essa rede de apoio pode e deve priorizar a saúde da mulher e auxiliá-la nessa jornada, seja para o diagnóstico precoce ou apoio durante o tratamento do câncer”, reforça o oncologista.

Mulheres, sigam os conselhos que as(os) comissárias(os) de bordo dão, antes do avião decolar: em caso de emergência, coloque a máscara de oxigênio primeiro em você, mesmo que haja crianças ou pessoas com necessidades especiais por perto. E por que é dado este aviso? Porque primeiro temos que nos ajudar, para, depois, ajudarmos os outros.

Sim, existe uma legislação que garante o nosso direito, mas, na vida real, nem sempre temos mamógrafos disponíveis.

Sim, também é verdade, que muitos “chefes” fazem cara feia e terrorismo, quando avisamos que vamos ao médico, sem que seja uma emergência ou que estejamos passando mal.

Minha experiência de mais de 20 anos na área de RH me garante dizer que nenhum patrão vai lhe demitir, porque você foi fazer a mamografia. Lute por você!

Ainda o problema (?) do engajamento

Não estou conseguindo mudar de assunto: como o engajamento é crucial para o sucesso ou fracasso do seu negócio ou da manutenção do seu emprego,

Por incrível que pareça, o engajamento, muitas vezes, não é praticado pelos próprios donos dos negócios. Não dá para entender. A pessoa herda um negócio (falarei mais sobre isso em outro post) ou investe suas economias e não se engaja no próprio negócio. Inacreditável!

Duvida que isso aconteça? Comece a prestar atenção em como você, no dia-a-da, é tratado pelos donos dos pequenos negócios. Vocês já me conhecem: gosto de postar situações reais que acontecem comigo. Então, vamos para mais uma.

Gosto de ter plantas em casa. Cuidar delas. Um dia, no sacolão volante que vem semanalmente na minha rua, comprei uma muda de pimenteira, Passaram-se meses e eu, que gosto, mas não sou especialista, já achava que tinha sido enganada, pois não apareciam os frutos. Mas, não desisti e insisti. Fui trocando a muda de vaso e minha pimenteira ficou linda.

Um dia, identifiquei um pó branco na folhas da pimenteira.

@nevesigor

Sempre prefiro comprar dos pequenos negócios próximos a minha casa. Então, pedi ao meu filho (sempre ele), para ir a uma loja de flores e plantas que temos por aqui. Ele explicou o problema da planta e pediu indicação de um remédio. A própria dona da loja é quem atende os clientes. Ela rapidamente indicou um produto e ele perguntou a forma de utilização. A resposta dela: “Leia as instruções”.

Então, você reclama que não tem linhas de crédito, que os impostos são altos, que os clientes sumiram, etc., e não se dá ao trabalho de desenvolver um vínculo com o cliente que entra no seu estabelecimento. Não percebe que precisa “se engajar” para lutar pela continuidade do seu negócio.

Lemos as instruções de uso. A planta morre um pouco mais a cada dia.

@nevesigor

Para piorar, conversando com pessoas próximas, descobri que nem precisava de um remédio caro, como o que me foi indicado.

Infelizmente, acho que não será somente a pimenteira a morrer…

O engajamento é vital para a empresa ou para você?

Primeiramente: o que é engajamento?

Trata-se de uma conexão estabelecida entre o profissional e a empresa, estando diretamente ligado à motivação profissional. Vinculado aos aspectos psicológicos, afetivos e emocionais, o engajamento não pode ser comprado, mas sim conquistado, por meio de cooperação, empenho e disposição, tanto dos gestores quanto dos colaboradores. 

Partindo desta definição, a maioria dos artigos relacionados ao tema privilegiam sua importância para a empresa. Realmente, o engajamento é vital para as empresas, mas será menos importante para os empregados?

Na minha modesta opinião, o engajamento é ainda mais importante para os empregados e vou explicar porque.

Geralmente, ao abordar o tema engajamento com meus alunos ou em trabalhos corporativos, percebo algumas “caras de paisagem”. Infelizmente, estes empregados são “zumbis corporativos”, fazem apenas o que lhes é demandado e de uma forma bem mais ou menos. Não é uma crítica, pois algumas empresas oferecem muito pouco em termos de benefícios e/ou clima organizacional e querem receber engajamento funcional. Aí os empregados seguem a máxima: eles fingem que me pagam e nós fingimos que trabalhamos.

Ok, mas quem vai sair perdendo com este sistema? Cada vez mais as empresas vêm investindo em robôs para atendimento telefônico, vendas pela internet, sem qualquer interação humana. Milhões de postos de trabalho que não necessitam de muita capacitação vêm desaparecendo. Ou seja, seu posto de trabalho está em jogo! Você precisa se tornar importante para a empresa. Você precisa fazer mais e melhor, precisa se engajar!

Está confuso? Vou dar alguns exemplos.

Exemplo 1: No meu 2o. emprego, uma multinacional com quadro de pessoal reduzido, eu além de atender à Diretoria, também apoiava o Gerente da Contabilidade e Controller, Sr. Murilo. O Sr. Murilo tinha um escritório contábil e, na época da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física, ele faturava bastante. Há 35 anos atrás, a entrega da declaração era em papel. Eu fazia “um bico”, datilografando, com cópia carbono , na antiga IBM esfera, as declarações. Então o Sr. Murilo me pagava e eu datilografava, e aí? Aí que eu lia as declarações, comecei a entender sua lógica, pedia para ele me ensinar o que eu não havia entendido sozinha, conferia o que ele me entregava. Ele passou a confiar cada vez mais em mim, inclusive pedindo que eu mesma fizesse as declarações mais simples, as quais ele somente conferia ao final. Ele chegou até a me oferecer um lugar no seu escritório contábil, caso eu trocasse o curso de Administração para Contabilidade. Ou seja, aproveitei uma atividade extra para me capacitar, me tornar necessária no emprego à época, e para poder fazer minha declaração, dos meus familiares e amigos, por mais de 35 anos, pois nunca deixei de me atualizar quanto às regras.

Exemplo 2: A tinta da minha impressora acabou e pedi ao meu filho que fosse comprá-la numa grande loja de departamentos, pois tinha muita pressa. Qual não foi minha surpresa, quando ele me ligou, me dizendo que a atendente havia dito que não tinha o produto, somente o tradicional. Oi? Entendi nada. Respirei fundo e tive um insight: “- Pergunta prá ela se tem o cartucho de tinta preto no. xyz. – Ah, tá, ela disse que isso tem”. Então, a atendente, que tem uma fileira de cartuchos às suas costas, nunca havia lido a embalagem. Só conhecia o produto como cartucho. Nunca se perguntou cartucho de quê. Se meu filho não tivesse me ligado, teria dado meia volta e eu teria comprado o cartucho, pela internet.

Ela ofereceu o tamanho de cartucho XL, de maneira automática. Poderia ter oferecido, de maneira técnica, explicando as vantagens da compra do tamanho maior. Mas, não. Não se preocupa em conhecer os produtos que vende. Não se preocupa em fazer a loja vender mais. Passa o tempo livre acessando redes sociais. Se eu, consumidora, não vejo vantagem em ir numa loja, comprarei sempre pela internet.

Ah, mas muitos consumidores ainda preferem ir a uma loja física. Por que? Para serem atendidos por uma pessoa, para poderem tirar dúvidas, Para terem informações adicionais sobre o produto. Se estes consumidores chegam numa loja e encontram um atendente desinteressado, ele não vai voltar. Percebe o perigo que o posto de trabalho desta atendente está correndo? É um trabalho que não exige maiores qualificações e que logo, logo, quase não existirá.

Alguns podem pensar que seria obrigação da empresa treinar seus empregados, fazendo-os conhecer melhor os produtos. Concordo, mas, quando a empresa não faz o que deve, o que você faz para se tornar relevante? E se a atendente, ao atender os clientes, mostrasse promoções, fornecesse maiores informações sobre os produtos, etc? Será que o volume de vendas daquela loja cresceria? Será que aquela loja apareceria nos relatórios de vendas da empresa, como um ponto fora da curva? Será que alguém de maior hierarquia iria na loja verificar o porquê daquele desempenho?

Exemplo 3: Tive uma alteração do contrato social da minha empresa e fui realizar a inclusão do novo sócio e seus dependentes no nosso plano de saúde. Toda a operação deve ser realizada pelo portal da empresa na internet. Encaminhei toda a documentação solicitada. Ao verificar o status da minha solicitação, vi a mensagem “movimentação devolvida”, pois não havia enviado o CAGED. Com certeza a pessoa responsável pela análise da documentação possui um check list de verificação da documentação e lá deve constar o envio do CAGED. Acontece que o CAGED se aplica somente a empregados e eu estava incluindo um sócio, sem vínculo empregatício, portanto a demanda não se aplica. Eu que tive que ligar, ensinar a atendente (que não é a responsável pela análise) o porquê da solicitação não se aplicar, aguardar mais vários dias e por aí vai. De novo: comecei num novo trabalho, ou mudei de cargo ou fui promovida, não posso não me envolver, me engajar. Tenho que correr atrás para obter maior conhecimento sobre o que faço, entender porque meu trabalho é relevante para a empresa.

Exemplo 4: Operando sistemas. Você inicia num emprego e um colega lhe ensina a operar o sistema, preenchendo determinados campos. Você não se dá ao trabalho de tentar conhecer melhor o sistema. Nem ao menos saber como as informações que você imputa impactam a operação. Este é um assunto tão importante, que falarei exclusivamente sobre ele num post próprio.

Finalizando, o conhecimento é seu. O conhecimento é o maior patrimônio que um empregado pode ter e querer saber mais e fazer melhor é engajamento. . Vai lhe acompanhar no emprego atual e nos próximos ou no seu próprio negócio.

Aliás, se você abrisse um negócio, você se contrataria? Que tipo de empregado você gostaria que trabalhasse com/para você?

POR QUE TREINAR SEU TIME?


Outro dia um colega me falou que “esse negócio de treinamento é coisa do passado. As empresas não estão mais dispostas a gastar dinheiro nisso, principalmente as pequenas e médias”. 

Nem fiquei chateada, pois este é um pensamento muito comum.

O primeiro erro é considerar treinamento como gasto, quando, na realidade, este é um investimento. Oi????? Relaxa, continua lendo este post que você já vai entender.

O segundo erro é não entender o que é e para que serve o treinamento corporativo. Vamos lá!

Digamos que você tenha um pequeno negócio e precisa substituir ou aumentar a equipe de atendimento aos clientes no balcão ou pelo telefone. Você procura alguém nos sites de emprego ou recebe uma indicação de um amigo ou mesmo de um empregado. Preferencialmente, como há muita oferta de mão de obra para cargos sem muita necessidade de especialização, você escolhe alguém “com experiência no seu segmento de atuação”. E acha que está fazendo um grande negócio, pois não terá que perder tempo com o novo empregado, pois ele já sabe como trabalhar. Será?

É aí que começa o seu problema.

Exemplo 1. Numa cozinha, você reúne 10 pessoas que sabem cozinhar arroz e manda que elas o preparem. Se você ficar lá observando, perceberá que cada uma fará o arroz do seu próprio jeito e, ao final, quando você for provar a comida, verificará que cada arroz terá um sabor. Na nossa vida pessoal não é assim? O seu arroz é igual ao da sua mãe, ao do seu pai, ao das suas avós? Muito sal, pouco sal, com alho, sem alho, com cebola, sem cebola… Alguns arriscam até colocar pedacinhos de cenoura (nem que seja para tirar depois), porque têm crianças e elas precisam de vitamina E.

Arroz branco – Imagem da internet

E qual era a sua expectativa, em relação ao arroz? Você nem comentou com o grupo, uma vez que todos sabiam cozinhar arroz, não é? E se o seu arroz devia ter um determinado ingrediente, o qual estava na bancada próxima ao arroz, e que você julgou óbvio que deveria ser usado? Alguns até podem ter percebido, mas nem todos sabiam como utilizá-lo.

Arroz com alho e cebola – Imagem da internet

Começou a perceber? Não é porque alguém tem experiência anterior ou não que ela vai trabalhar da maneira que a sua empresa precisa. E não é suficiente informar que é necessário utilizar o ingrediente específico, pois existe a resistência à mudança. “Sempre fiz arroz deste jeito e agora vem esse sujeito me dizer como devo fazê-lo…” Aí você pensa: não quer fazer como estou mandando, vou demitir e contratar outro. Afirmo que esta suposta solução não vai dar resultado.

Numa entrevista do filósofo Mario Sergio Cortella no jornal Estadão, em dezembro de 2020  Sonia Racy perguntou: “A experiência prática mostra que, se você coloca 10 crianças numa sala e dá uma bola para cada uma brincar, você volta horas depois e encontra uma criança com três bolas, uma com o olho roxo, duas chorando. Tem como mudar a natureza humana?

Ele começou a resposta confirmando que, “enquanto natureza, somos seres competitivos, egoístas, temos a autopreservação como horizonte”. Porém continuou: “Não somos só isso. Temos necessidade de agregação, pois, do contrário, perecemos. Naquela sala das crianças, basta uma delas depender das outras que ela notará a necessidade de negociar um modo de convivência”.

De novo, parecia óbvia a orientação: cada um com uma bola, era só sair brincando, né? E a interação entre as crianças? E a história pessoal de cada uma sobre o que fosse brincar com bola? Havia necessidade de orientação, de treinamento. Se fosse uma equipe de trabalho, como a empresa gostaria que eles agissem?

Exemplo 2. Aqui no meu condomínio temos áreas arborizadas com bancos. Algumas mães ou avós, acompanhadas de seus filhos e/ou netos, sentam nos bancos e mandam as crianças brincarem, enquanto elas se atentam aos seus celulares. E as crianças lá, sem orientação, cada uma brincando da maneira que acha certa (muitas vezes destruindo o jardim…). Veja que tanto no exemplo 1 quanto neste as pessoas não fizeram nada por mal. Cada uma achou que estava fazendo o certo. Aí, de vez em quando, ouvimos uns gritos: “Fulaninho não faz isso!”. Sabe do que adiantam estes gritos? De nada, além de serem irritantes. Os gritos não mudarão o comportamento.

Como você quer que seus empegados atendam seus clientes? Não pense que é somente uma questão de ser educado. É questão, também, de postura, de conhecimentos específicos sobre seus produtos e sua clientela. É a imagem da sua empresa. É a memória que você quer que seus clientes tenham do atendimento prestado.

Seu cliente compra uma vez, mas não volta. Será que tem relação com o atendimento recebido?

Cada empregado, gerente e líder está sendo forçado a aprender. Mandar embora e contratar outro? Não adianta. Gritos? Não adiantam? Ficar o tempo todo vigiando? Não adianta.

Todos precisam entender e interiorizar o comportamento esperado pela empresa, aquele que vai trazer resultados para a empresa. 

Outro fator importante é que manter atualizadas as habilidades das pessoas é o maior desafio dos nossos tempos. O aumento do trabalho remoto, os avanços tecnológicos e a pressão constante por mais automação tornam o desenvolvimento dos funcionários cada vez mais fundamental. Quais as principais habilidades que suas equipes precisam ter?

Agora já deu para entender por que treinamento é um investimento? Investimento na sua empresa, na sua marca, na fidelização de seus clientes, na construção da cultura organizacional.

Já entendeu, também,  para que serve o treinamento corporativo? Esqueça aquele conceito ultrapassado de pessoas sentadas durante horas, ouvindo um instrutor. Os tempos mudaram, novas técnicas e metodologias surgiram, focadas nas necessidades específicas da sua empresa, na formação do comportamento da sua equipe, no engajamento do seu pessoal e no retorno financeiro para o seu negócio.

Equilíbrio é tudo!

Quando você pensa em saúde, o que lhe vem à cabeça? 

Certamente, alguns pensarão em ausência de doenças graves. Mas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social.

Slide integra Curso Qualidade de Vida no Trabalho

Difícil, né? Porém, ter saúde deve ser o seu projeto mais importante. 

Ah, mas no momento atual ( pandemia do COVID 19) atingir este estado não seria uma utopia? 

Vamos refletir um pouco. Como estava a sua saúde no ano passado? Você sofria de pressão alta ou sobrepeso, dores de cabeça, estresse elevado? E atividade física? Quanto tempo parado em frente à tela do computador ou do celular? Quanto tempo interagindo com amigos e família?

Percebeu que a sua saúde já não estava lá essas coisas?

Isto demonstra que o mundo atual não está favorecendo a nossa saúde. E o que podemos fazer? Existem inúmeras ações, mas a busca pelo equilíbrio deve liderá-las.

Durante os últimos meses, várias empresas, apoiadas por Medidas Provisórias, negociaram cortes de salário e de benefícios de seus empregados. No topo das maiores despesas das empresas está o custo dos planos de saúde corporativos. Mas, segundo pesquisa recente  do jornal Folha de São Paulo, 80% dos empregados não aceitaram abrir mão deste benefício. Estes empregados acham que estão protegidos por ter um plano de saúde, mas isto é uma ilusão.

Quem nunca deixou de ir a um médico, por falta de tempo? 

Assista nosso vídeo sobre gestão do tempo.

Ou deixou a solicitação de exames que o médico prescreveu indefinidamente na gaveta? Ou não retornou para apresentar os resultados dos exames? 

Se você está empregado e tem um plano de saúde ou pode arcar com seus custos de maneira privada, ótimo. Mas ter a garantia de internação num hospital de renome não garante a sua saúde. É isso que você tem que ter em mente: a busca pelo equilíbrio na sua vida! 

Muitos dirão: “Falar é fácil. Quero ver ter equilíbrio estando desempregado e os boletos chegando ou, mesmo estando empregado, trabalhando sob enorme pressão diária”. Não vou negar a dificuldade, mas em nenhum momento disse que era fácil. Disse que era necessário, fundamental. Morrer todos nós iremos, mas viver sem qualidade de vida é que é o problema.

Quando você consegue tornar a busca pelo equilíbrio uma rotina na sua vida, passará pelos momentos bons com menos euforia e pelos ruins com mais calma.

Minha avó costumava dizer: “Nada como um dia atrás do outro e uma noite no meio”. Ela, que nunca frequentou o ensino formal, possuía a sabedoria de que não adianta se desesperar ou tomar decisões “no calor” do momento. 

Pare. Respire. Durma. Dê uma pausa para seu cérebro se recuperar e buscar uma saída. 

Encontre aquilo que lhe dê prazer e tranquilidade. Dançar, nadar, correr, caminhar, meditar, cozinhar, brincar com as crianças. 20 minutinhos por dia. Todos os dias. Dá prá fazer quaisquer dessas atividades de graça. Encontre a sua. 

Corrida do Bem 2019
Crédito foto: @nevesigor

Dançar numa hora dessas? Minha avó, de novo ela, também dizia:” Tristezas não pagam dívidas”. Não é que você não esteja “ligando” para os problemas. Ao contrário, é uma maneira de proporcionar oxigênio ao seu cérebro para que ele identifique seus reais problemas e encontre opções de saída para eles.

E quando a situação estiver sob controle, será que as empresas reformularão sua formas tradicionais de trabalho? Alguns empecilhos:

  1. Mesmo em empresas de médio a grande porte, a média gerência tem dificuldade em estabelecer quais as entregas dos empregados;
  2. Executivos e gestores confundem produtividade com a quantidade de horas que os empregados passam no local de trabalho; e
  3. Executivos e gestores têm apego ao poder e controle sobre os empregados.

Ou seja, a mudança estrutural do trabalho vai acontecer, mas será na velocidade da mudança do mindset dos gestores, para que as longas jornadas de trabalho, bem acima das 40h semanais legais, ou as horas perdidas no trânsito sejam a exceção a nossa rotina de trabalho. 

Crédito foto: @nevesigor

Tudo isso comprova que o problema não é somente ter ou não ter um emprego formal. O problema maior é você ter ou não ter equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Habilidades humanas

Crédito: @nevesigor

Temos passado por uma revolução tecnológica, com a convergência de soluções digitais, físicas e biológicas e essa revolução alterou o mundo do trabalho como o conhecemos.

Indústria 4.0 e as novas competências profissionais.

Para as empresas, o desafio agora não é ter as melhores tecnologias e a maior quantidade de dados, mas fazer o melhor uso das ferramentas e informações que tem e empregados capacitados que saibam e queiram fazer a diferença.

Para os empregados, fica a pergunta: seremos substituídos por máquinas? A resposta é sim, mas para postos de trabalho com funções mecânicas, repetitivas, de baixa interação social, burocráticas que passarão a ser realizadas por máquinas com maior destreza e velocidade.

Competência é o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes e elas se dividem em hard e soft skills.

As empresas buscam profissionais com hard skills, formação, cursos de especialização e línguas (pré requisitos para qualquer tipo de  profissional) e com os novos conhecimentos exigidos sobre tecnologia e TI, marketing digital e machine learning. Mas as soft skills ou competências comportamentais e sociais têm sido muito desejadas pelas empresas e são as que fazem diferença na busca ou manutenção do emprego. E por quê?

“Os robôs estão sendo produzidos e desenhados para serem ensinados  para compreenderem o outro, como se fossem seres humanos, e isso já está sendo aplicado no atendimento e relacionamento com o cliente” , diz Christiane Scabbia – Analista de Marketing da VoxAge, empresa especializada em soluções de atendimento ao cliente.

Porque os profissionais deste século precisam desenvolver competências que os tornem capazes de inventar, testar e avaliar hipóteses, interagir socialmente, dominar e ensinar as máquinas. 

Um relatório do Fórum Econômico Mundial, aponta pelo menos sete conjuntos de soft skills que podem ser diferenciais competitivos: 

  • Autoconsciência: capacidade de entender o que motiva, o que frustra, o que vale, o que não vale, o que tem propósito; 
  • Pensamento crítico e integrado: capacidade de interpretar fatos, números, relatórios, cenários complexos, variáveis e perceber a conexão de assuntos que não estão diretamente relacionados;
  • Empatia: capacidade de entender e se conectar genuinamente com outros seres humanos; 
  • Criatividade: capacidade de pensar novas soluções, combinar conhecimentos, gerar valor; 
  • Inteligência emocional: capacidade de lidar com emoções e situações diversas; 
  • Comunicação: capacidade de se expressar de maneira oral e escrita; 
  • Assimilação: capacidade de aprender, conseguir filtrar conteúdos e transformar o conhecimento em sabedoria prática.

É importante reconhecer e definir suas soft skills. Quais você já domina plenamente e quais você precisa desenvolver. O auto conhecimento pode ser por meio de testes ou mesmo conversando com colegas, amigos e parentes para entender quais são as suas capacidades, pois as desenvolvemos mesmo quando longe de ambientes formais de trabalho.

Por último, atenção na hora de divulgar suas soft skills em seu C.V. Para cada uma, tenha um exemplo que a comprove, na hora de uma entrevista. 

Por exemplo, você está numa entrevista e o recrutador pede para você falar um pouco sobre suas habilidades interpessoais. Você responde que tem grande habilidade de comunicação (capacidade de se comunicar bem com cada um do grupo, visando os interesses do grupo, como um todo) e, aí, ele pede para você dar um ou dois exemplos práticos em que você utilizou esta competência. Percebeu?

O futuro é humano.

Capacitação durante a vida toda?

Curso Técnico de Administração do Programa TECRJ
Foto: @nevesigor

Sim, com certeza! A velocidade exponencial com que as inovações acontecem não nos permite mais estacionar no tempo e no espaço.

Após a invenção do telefone, demorou 75 anos para que seu uso atingisse 50 milhões de pessoas. Ou seja, muitos nasceram e morreram sem sequer ter chegado a usá-lo, Mas isso é passado. O telefone celular levou 3 anos para atingir o mesmo número de pessoas. Você consegue imaginar sua vida sem telefone?

Então, o que é capacitação constante? É estar antenado com as inovações de sua área profissional e do mundo que o cerca. 

Entidades que fornecem ensino profissional.

Muitos confundem capacitação constante com coleção de certificados. Não, não é o que pensamos. Você pode se capacitar via cursos pagos, com e sem certificado, via cursos grátis, cursos presenciais ou à distância, vídeos, livros, revistas, comunidades virtuais, etc. Vale tudo para se manter competitivo no jogo da vida e profissional.

Você gostaria de procurar um médico e descobrir que ele estudou muito, se capacitou, ficou satisfeito e parou de se atualizar, que desconhece os últimos avanços de sua área de atuação? Ou que, neste momento de isolamento social, este médico, por desconhecimento tecnológico, não conseguisse fazer um tele atendimento? Tem acompanhado o drama dos professores presenciais que não faziam ideia de como trabalhar à distância?

E não se iluda, pensando que se você for o dono de um pequeno ou médio negócio o aprendizado constante não se aplica a você. Pelo contrário, além do conhecimento técnico específico, você precisa conhecer as áreas que compõem uma empresa, as diversas ferramentas de gestão disponíveis e, igualmente importante, como e porquê os empregados se comportam de determinadas maneiras no trabalho.

Pode ser que você esteja pensando que não tem tempo para mais esta atividade, mas, como  já mostramos num curto vídeo: tempo é questão de estabelecer PRIORIDADES.

https://www.youtube.com/watch?v=BryjxxbpcXA

Ao nos capacitarmos, desenvolvemos nossas competências ou CHA.

Figura CHA

Conhecimento é o somatório de todas as informações que foram adquiridas ao longo da vida pessoal e profissional, que ocorrem pela realização de cursos, ou pela aplicação na prática de tarefas e atividades que se tornam conhecimentos relevantes para a vida. Com o surgimento da Administração como Ciência, a busca por este conhecimento técnico / conceitual, também conhecido como HARD SKILLS foi predominante nas empresas.

Habilidades são as potencialidades que cada pessoa possui para a execução de tarefas ou atividades na vida pessoal e profissional.  A habilidade é a disposição e probabilidade que as pessoas possuem para certas áreas do conhecimento, que podem se tornar em conhecimento com o passar do tempo.

Em função das transformações por que passa o mundo, atualmente, as SOFT SKILLS ou habilidades comportamentais, sociais e mentais vêm se tornando protagonistas. Aguardem nosso post dedicado a elas.

Indústria 4.0 e as novas competências profissionais.

Se a pandemia do novo coronavírus fez você começar a se preocupar com o “novo normal”, com o mundo do trabalho pós pandemia, você está muito atrasado.

Já há algum tempo estamos vivendo a 4a. Revolução Industrial e ela é que está mudando o mundo do trabalho. A pandemia trouxe, apenas, mais mudanças.

A 1a. Revolução Industrial, tal qual a estudamos na escola, ocorreu  em 1784, com a invenção e incorporação aos meios de produção da máquina a vapor. Foi o surgimento da mecanização.

A 2a. Revolução Industrial veio com a eletrificação das fábricas e o posterior surgimento da linha de montagem, cujo maior exemplo é o de Henry Ford, em 1913.

A 3a. Revolução Industrial começa nos anos 70 do século passado com a automação e o uso de computadores.

1a., 2a. e 3a. Revoluções industriais

Com a velocidade das invenções tecnológicas deixando de ser linear para ser exponencial,  de evolutiva para  disruptiva, fazendo desaparecer outrora gigantes do mercado, temos a 4a. Revolução Industrial ou Indústria 4.0.

Exemplos de disrupção

“Surgido na Alemanha por volta de 2012, o conceito da Indústria 4.0 envolve as inovações tecnológicas nos campos de automação e tecnologia da informação para manufatura. Com o objetivo base de criar processos mais rápidos, flexíveis e eficientes, a quarta revolução industrial promove a união dos recursos físicos e digitais, conectando máquinas, sistemas e ativos a fim de produzir itens de maior qualidade a custos reduzidos” (ALTUS, 2017).

De uma hora para outra surgem:

  • Manufatura aditiva ou impressão 3D;
    • Adição de material para fabricar objetos, formados por várias peças, constituindo uma montagem (BRASIL, 2020).
  • Inteligência artificial;
    • Segmento da computação que busca simular a capacidade humana de raciocinar, tomar decisões, resolver problemas, dotando softwares e robôs de capacidade de automatizarem vários processos (BRASIL, 2020).
  • Internet das coisas;
    • Representa a possibilidade de que objetos físicos estejam conectados à internet, podendo, assim, executar, de forma coordenada, uma determinada ação (BRASIL, 2020).
  • Biologia sintética;
    • É a convergência de novos desenvolvimentos tecnológicos, nas áreas de química, biologia, ciência da computação e engenharia, permitindo o projeto e construção de novas partes biológicas, tais como enzimas, células, circuitos genéticos e redesenho de sistemas biológicos existentes (BRASIL, 2020).
  • Simulação;
    • É utilizada em plantas industriais, para análise de dados em tempo real, aproximando os mundos físico e virtual, e no aperfeiçoamento em configurações de máquinas, para testar o próximo produto virtual, antes de qualquer mudança real, gerando otimização de recursos, melhor performance e mais economia (ALTUS, 2017).
  • Realidade aumentada;
    • Possibilita o envio de instruções de montagem, via celular, para o desenvolvimento de peças de protótipo. Possibilita, também a utilização de óculos de realidade aumentada, para games, softwares e procedimentos de trabalho.
  • Big data;
    • É a análise e gestão de grandes quantidades de dados, para a criação de cenários e rápida tomada de decisão.
  • Sistema integrado de gestão;
    • Também conhecido como ERP (Enterprise Resource Planning ou Planejamento de Recursos Empresariais), permite que as empresas gerenciem a operação, automatizando seus processos produtivos, financeiros, comerciais e gerenciais.
  • Computação em nuvem.
    • É o fornecimento de serviços de computação, incluindo servidores, armazenamento, bancos de dados, rede, software, análise e inteligência, pela Internet (“a nuvem”) para oferecer inovações mais rápidas, recursos flexíveis e economias de escala.

Muitas profissões já estão acabando e outras, que você nem imaginava, surgindo.

30 profissões do futuro

As mudanças relativas à 4a. Revolução Industrial são inevitáveis e não temos como ignorá-las.

E como nos preparamos para todas estas inovações? Quais os novos perfis profissionais exigidos? Quais devem ser nossas competências (Conhecimentos, Habilidades e Atitudes)?

Somos o pilar mais importante desta revolução, mas precisamos de atualização rápida e constante.

Não esqueça: não é o mais forte que sobrevive, mas aquele que se adapta.

Baixa produção em home office?

O dia acabou e você percebeu que não realizou todas as tarefas para as quais se programou.
Mantenha a calma e não se julgue demasiadamente.

A sua lista de tarefas é viável?
Quais os fatores que lhe impediram de realizar tudo? Eles estavam sob o seu controle ou eram circunstâncias externas, sobre as quais você não tinha como intervir?
E não esqueça: o importante é colocar a cabeça no travesseiro à noite e saber que você deu o melhor de si.